segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Better day, better life.

Life kicks you around sometimes. It scares you and it beats you up. But there's one day when you realize you're not just a survivor. You're a fighter. You're tougher than anything life throws your way. And you are.
One Tree Hill

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cartas Seladas.


Quando a vida lhe parecer perfeita e quando você não desejar maior felicidade que a do presente, agarre-a. Você não sabe quando, ou se, terá essa oportunidade novamente. Há um ano Sophie me fez o homem mais feliz da face da terra. Com ela em meus braços eu seria capaz de enfrentar a tudo e a todos. Exceto a Deus, ao que ele e o destino haviam planejado para nós dois.

Há um ano eu amei aquela mulher a noite inteira. Entrelaçamos como jamais havíamos feito. Tentando desobedecer qualquer lei da física, nos juntamos em um só. Era uma paixão avassaladora, um amor tão profundo que era como se voássemos. Parece piegas, entretanto como se diz por aí: “Se o amor não fosse brega e ridículo, não seria o amor”. Então naquela noite e nas que se seguiram, nós dois fomos bregas e ridículos. Nós dois fomos apaixonados. Compartilhamos momentos incríveis e indescritíveis.

Uma semana depois de nosso casamento, era a hora da tão amedrontada cirurgia. E apesar de discordar dela, era isso o que ela queria. Queria se ver livre daquela cadeira de rodas. Poder andar e brincar com Mateu. Poder correr em minha direção e abraçar meu tórax com suas pernas pequenas, porém lindas. Queria ser ‘normal’. Ela não entendeu meus medos, assim como eu até hoje não entendi os dela. Por isso, ela se submeteu novamente aos choques e as facas e sei lá mais o quê. Luc Bresson, que hoje é um dos meus melhores amigos, fez de tudo possível para realizar o maior sonho de Sophie.

Ele entrou confiante, colocou-a para dormir com a anestesia passando-lhe essa confiança e deu início. Alguns minutos que passaram para horas foram tranqüilos. Até que as horas se prolongaram e um erro fora cometido. Um erro que podia ter acontecido a qualquer um. Um erro que levou a mulher que eu mais amava a um estado de inconsciência, coma. Então àquelas horas prolongadas se arrastaram para dias. E os dias para meses. Meses que passei sentado numa cadeira extremamente desconfortável.

Sete meses. Um erro que levara o meu amor para longe de mim. Sete meses. Um corte, um monitor sendo desligado e uma seringa furando-a. Sete meses. Eu estava realmente sozinho. Sophie se fora para sempre. Assim como eu. No momento em que desligaram os aparelhos que a mantinham viva, desligaram a mim. Não podia nem pensar em viver sem ela.

Mas, de acordo com Elizabeth Kubler Ross, quando estamos morrendo ou sofrendo, ou sofremos uma perda catastrófica, passamos por cinco estágios de luto. Passamos pela negação. A perda é tão inconcebível que não acreditamos nela.

A princípio eu nem sabia como havia chegado a minha casa. Passei dias, estirado na cama sem comer, às vezes dormindo e às vezes acordado. O tempo parecia não passar. Eu estava preso naquele casulo de dor. Nem ao menos lembro como fui ou voltei do enterro. Estava completamente desligado do mundo. Não conseguia acreditar. Não podia imaginar que era o fim. Que ela havia falecido. Não escutar as pessoas ao seu redor, não dar sinal de vida ou melhora dentro de você. Eu me sentia incapaz de conseguir fazer qualquer movimento até que ela aparecesse novamente à minha frente.

E então ficamos bravos com todo mundo, bravos com os sobreviventes, bravos conosco...

Houve um momento em que o desespero era a minha melhor companhia. Gritar parecia ser o suficiente para eliminar a um terço da dor que estava entranhada em meu peito. Mas então a culpa tomou o lugar. Culpei todos. Lilian, Angela, Charlie, Luc... A lista crescia, mas o resultado só seria um. Era minha culpa. Os ‘se’ dominaram meus pensamentos.

Se eu tivesse acatado o pedido de Lilian e nunca tivesse pagado ao detetive para ir atrás de Sophie. Se eu não tive ido até Esperanza atrás dela e jamais a visse naquele estado. Se eu não tivesse mentido sobre a doença. Se eu não tivesse insistido em uma consulta para ela... Se eu a tivesse simplesmente amado-a com todo meu coração ao invés de me envergonhar e acovardar daquele sentimento. Se eu não tivesse fugido e permanecido ao lado dela, no passado... Ela estaria viva, correndo, brincando, amando a todos incondicionalmente.

... E então barganhamos. Nós suplicamos, imploramos, oferecemos tudo o que temos, oferecemos nossas almas, em troca de apenas mais um dia.

A dor era tão forte, era agonizante. Eu me revirava na cama todas as noites. Sonhava e pensava com aquela doce menina. Pedia e implorava a Deus que aquilo fosse apenas um pesadelo. Suplicava pedindo que a trouxesse de volta e me levasse em seu lugar. Afinal de contas, eu merecia. Sophie tinha razão, se alguém merecia isso era eu. Uma vez ela me disse que eu pagaria por ter mentido e brincado com algo tão sério. Eu estava pagando e caro. Pois pior que a morte, era estar sem ela.

Contudo quando a barganha falha; e a raiva é demais para persistir, ficamos deprimidos, desesperados...

Eu não comia, não falava, não ia ao trabalho... Minha vida se resumia a um nada. Eu estava em total desespero de me mover sem Sophie. Ela era tudo na minha vida, sempre foi. Ela era a minha menina. A menina que havia me dado amor e consolo desde o primeiro momento em que pôs o olho em mim. A menina que não pedia nada em troca do amor que oferecia. A menina que se entregara a mim de todas as maneiras. A menina que tinha um brilho no olhar, que sorria a todos. A menina que se transformara em mulher em meus braços. A mulher que aceitou ser minha esposa. A mulher que seria a mãe de meus filhos. A mulher que seria eternamente minha. Mas que se foi...

E até que finalmente aceitamos que todo o possível foi feito, e desistimos. Desistimos e tentamos aceitar.

E assim seria o final de uma história de amor. Da minha história de amor. Sei que carregarei Sophie em meu peito para o resto da vida. Sei que ela sempre estará comigo em qualquer lugar. O nosso amor foi um dos mais bonitos. Ele durou enquanto nós estivemos vivos, enquanto nós estivemos mortos. Nosso amor foi eterno.

Então eu segui minha vida. Voltei ao trabalho. Todavia uma única criatura transformou a minha vida e ela era Mateu. Ele havia se encantado tanto com Paris e creio que Lilian deixou mais por mim do que por ele, mas ele passou a morar comigo. E no final das contas, eu tinha minha família. Sophie e Mateu pertenciam ao meu coração, para sempre.

A vida continua, mas sempre amarei quem já se foi. Sophie, minha doce Sophie. A amei no passado, a amo no presente e a amarei no futuro. Serei para sempre um prisioneiro devoto dessa paixão.


Matthew terminou de escrever a carta e selou-a. Girou a chave de uma das gavetas da escrivaninha e colocou a carta lá, na frente de tantas outras. Todas elas endereçadas a uma única pessoa: Sophie Mattazo. Todas elas guardadas a sete chaves. Todas elas seladas para sempre. Ele fechou e girou a chave. E com um suspirou levantou-se e saiu do escritório. Passou pelo quarto do filho e arrumou a coberta sobre o corpo pequeno. Desligou o abajur e saiu, deixando apenas uma brecha na porta.

Foi até a adega, abriu um vinho e saboreou deitado na rede da varanda. Olhando as estrelas. Uma estrela cadente surgiu e logo desapareceu perante seus olhos. Mas não houve pedido, não naquela noite. Como ele escrevera: Assim seria o final de uma história de amor. Matthew jamais se esqueceria de Sophie. Não buscaria amor em outro lugar, sua felicidade seria a de seu filho e seus amigos. Seria assim que o destino planejou o fim de duas almas apaixonadas e que tiveram uma única chance de se tornarem um só. O gran finale.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sobre tudo e sobre nada.

Tantos retratos. Tantos álbuns. Tantas palavras. Tantos glossários. Tantas pessoas. Tantos passados. Tantos pássaros. Tantos dias. Tantas noites. Tantos guardados. Tantos descartados. Tanta miséria. Tanta foturna. Tantas mágoas. Tantas alegrias. Tantos lugares. Tantos refúgios. Tantas mulheres. Tantos homens. Tanta harmonia. Tanta desigualdade. Tanto desespero. Tanta esperança. Tantos livros. Tantas revistas. Tantos amores. Tantas amizades. Tantas famílias. Tantos estranhos. Tantas vidas. Tantas mortes. Tantas coisas... Tantas... Tantos... Tantas... Tantos... E tão pouco tempo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Peso do Mundo.

Era dia. Um novo amanhecer, um novo futuro. As janelas com os vidros empoeirados e as cortinas encardidas se abrem, a luz escaldante entra, mas você vai embora, porta a fora. Atrás de si ficam as cercas de madeira quebrada, as flores implorando por água e a familiaridade nauseante. Lá fora você está cercado por milhões, mas completamente sozinho. Anda, anda, anda... Era tarde. O sol já está ficando velho, o sono chegando rapidamente para ele. E você está voltando, abandonando aquela solidão, o cansaço do trabalho, árduo e cruel, transpirando feito suor. Era noite. E finalmente você chegou, a porta, que outrora era vermelha, se abre e as janelas fecham com ruídos. A luz, a única que não queimou, se apaga e o calor vai embora. Você está sozinho, só com os mosquitos quebram o silêncio. Era madrugada, você está morto.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ego e Latrina.


Seria o rolex? - Móveis Coloniais de Acaju

Minha doce dor se esconde
Por trás de um sorriso,
Comprado, corrompido
Feliz fingido

Penso, dispenso explicações
Não controlo meu super-ego
Impossível entender minha tristeza
Já desisti não existe porquê
Sou apenas mais um alegre deprê

Busquei em vão
Identificar
Motivos para não
Querer te guardar

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dando um sinal de vida!





O que aconteceu? Por onde andou? O que fez? Com quem o fez? Quantas pessoas conheceu? Quantas se tornaram amigas? Quantas foram embora sem significar nada? Qual a sua rotina? Que horas são? Que data é? Aniversário de quem?...






É engraçado ver como a vida muda de um instante para o outro sem nem ao menos nos avisar antecipadamente. O mundo dá um giro de 360º, a situação dá uma reviravolta e tudo muda de sentindo. O tempo livre já ficou ocupado. Os interesses principais viraram secundários. As companhias constantes ficaram esporádicas. E agora?

É a lei do dia-a-dia, o famoso corre-corre. Por isso, depois de muito de tempo, e quase quebrando a promessa de postar todo mês, lembrei da existência do blog. Pois é, com tantas coisas na cabeça, terminei me esquecendo de diversas coisas, umas importantes e outras nem tanto. Mas como já dizem por aí, antes tarde do que nunca!

Então, aqui estou - sem desafios, sem contos - apenas com a cara e a coragem para dar um sinal de vida, para contar novidades como, por exemplo, o motivo da ausência: Estágio! Agora sou uma pessoa trabalhadora, já posso pagar aquela cerva geladinha no fim do mês. Que beleza, não é? Mas, enquanto o fim do mês não chega, o trabalho é duro e, somado com a semana de provas, fica ainda pior.


Aproveitando meu momento 'A volta', queria contar que sexta-feira foi o aniversário da Pam (L). Então queria desejar todas as milhões de coisas boas no mundo para ela, além de dizer que um dia eu vou estar do ladinho dela nesse dia especial e vamos para baladinha. Nada de programinha de gordinhas! E semana que vem eu volto com mais notícias do mundo trabalhador, estudioso e farreiro (Lila chega na segunda \o, em péssima hora, mas na melhor das intenções).
Inté mais!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

15 - E o Nobel da sua estante vai para...

Não posso acreditar que estou concluindo esse desafio. Eu quis tanto fazê-lo, mas acabei meio perdida no meio. Então é com grande emoção que finalizo essa etapa aqui do blog. Desafios de livros só no próximo ano e olhe lá.

Bom, o autor que predomina a minha estante é a J.K. Rowling. Afinal são sete livros da coleção de Harry Potter. Mas em contrapartida não é minha autora preferida. Na verdade eu não tenho isso de preferida ou não. Tanto que compro os livros não pelo autor e por isso não tenho muitos de um só.

Então adaptando para o meu livro preferido... O Nobel vai para a trilogia de O Senhor dos Anéis. Se, por ele ser meu livro preferido, automaticamente Tolkien é o meu autor preferido, eu já não sei. De qualquer jeito, ele mereceu 10!

Inté a próxima? Se não for tão próxima, quem sabe. hahaha

14 – Na terra onde canta os sabiás também tem livros ótimos...

Ih, confesso que só aceitei colocar essa categoria aqui por conta da Lissandra. Pois, na verdade, eu sou uma negação na literatura brasileira. Então por total falta de variedade no meu histórico, eu fico com Descanse Em Paz, Meu Amor - livrinho do Pedro Bandeira, que li na sétima/ ou sei lá que série.

A parte de ‘dá uma dica’, eu deixo para dona Lissandra. Pois tenho certeza que ela terá mais sucesso que eu.

13 – É esquisito, mas quem disse que eu não sou esquisita?

Gente, eu disse na anterior que não queria enrolar e acabei enrolando do mesmo jeito. Mas agora é sério, eu serei direta o bastante.

A personagem esquisita/divertida/exótica que vai ganhar essa categoria é a Holly. A jornalista louquinha de Amor de Detetive atrai com suas características. E de verdade quando li o livro, me imaginei na pele dela. Talvez seja o fato de que ela não para de se meter em confusões e ir ao hospital. Ou seja, sem mais delongas... Será ela a vencedora.

12 – Esse voltou para a estante...

Nossa! Essa categoria tem umas boas opções. Bom, vou ser direta porque não estou muito a fim de enrolar e divagar sobre diferentes livros.

No começo pensei em falar de A Menina Que Roubava Livros. De fato, antes que eu finalmente conseguisse lê-lo completamente, ele voltou para a estante algumas vezes. E isso também ocorreu com Desculpe Se Te Chamo de Amor, o romance do Federico Moccia. Mas como foram dois livros que consegui finalizar, descartarei.

Bom, eu poderia também falar dos livros de Paulo Coelho, mas nem estava doida para lê-los e muito menos voltaram para a estante – não se iluda, eu não li. Eles foram diretamente para as mãos de quem me emprestou. Por isso o ganhador vai ser O Segredo. Um livro que todo mundo comentava e que eu comprei para conferir e ver se atendia as expectativas, mas qual não foi a minha surpresa ao dormir em todas as tentativas de lê-lo? Resultado: Fracasso total e livro direto para a estante.